sábado, 7 de janeiro de 2012

Nosso Tempo

O meu, o teu, o nosso.
O que fazer dos destroços do tempo?
das mãos que constroem o mundo
sem saber pra onde, sem saber
pra quê? o que fazer do medo
escondido embaixo da cama?
do ódio? da angústia? da raiva?

O que fazer da raiva?

São coisas que cabem num verso.

A trepada, o tempo, a dúvida
não cabe num verso.
A xícara transformada em urna mortuária
das últimas horas grávidas de silêncio
não cabe num verso.

As mulheres,
são tão loucas as mulheres.
Sempre diferentes,
como meu mundo não é igual ao teu,
como tempo é diverso entre os homens.

É inútil.

No lado debaixo do mundo
o tempo respira nos becos como um animal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário